domingo, 22 de fevereiro de 2009

Terugkomen

Bem, bem… Tanto tempo longe... uns comentários em posts mais antigos me fizeram lembrar que meu blog existia (além das constantes chamadas que marido me dava por conta da falta de atualizações). Mas, enfim...

Eu parei de escrever quando comecei a trabalhar e minha rotina mudou bastante. Agora eu já estou bem acostumada, mas aí quando estou em casa dá preguiça e quem me conhece sabe que eu sou deveras preguiçosa. Eu tinha planejado um post falando sobre a odisséia pra começar a trabalhar, mas um pouco da história está diferente agora que a Holanda, entre outros países, está em recessão. Então essa história fica um pouco pra depois.

Daí, resolvi fazer uma listinha de pequenas coisas que aconteceram nesse período de afastamento. A lista não está em ordem cronológica, mas em ordem do que me lembro, mesmo:

- como eu tinha falado antes, no post sobre drogas na Holanda, havia a possibilidade de aumentar a restrição a algumas drogas, por conta da morte de alguns turistas que avacalharam além da conta. Então, aconteceu: a venda e o consumo de cogumelos “mágicos” foi proibida. Eu soube por um conhecido holandês que nunca consumiu, mas quando soube da proibição, foi comprar no último dia possível, porque nunca se sabe né? Mas um amigo nosso, especialista em alucinógenos, nos disse que a proibição é só pra parte “que fica acima da terra”. Ou seja, a raiz ainda está liberada e segundo ele, tem as mesmas propriedades. Ficadica.

- em outubro, marido e eu fizemos nossa primeira viagem internacional: fomos para a Bélgica, aqui no quintal, passar um fim-de-semana. Ficamos na parte flamenga, ou seja, holandesa, mas em Bruxelas, que é bilíngue (sem trema, que horror), tivemos que nos virar no francês. Algumas fotos de lá no Picasa.

- em dezembro, vimos o Sinterklaas (São Nicolau), que aqui é mais famoso entre as crianças do que Papai Noel e chega no fim de novembro, ficando até o dia da comemoração oficial, 5 de dezembro. Tradicionalmente, os holandeses trocam presentes do dia do Sinterklaas, e não no Natal. Recentemente, eles passaram a trocar presentes no Natal também, pra sorte profunda das crianças. Prometo que conto mais sobre essa história no Natal que vem (juro!).


- no Natal, fomos a Barcelona. Aiai.. quero ir de novo... ainda não tem fotos no Picasa, trabalho danado pra escolher, sabe como é...

- o inverno foi o mais frio em mais de 10 anos. Canais congelaram e os holandeses saíram todos pra esquiar, felizes da vida. Eu vi neve pela primeira vez, e depois muitas outras vezes, mas a neve daqui é safada, molhada, mal acumula no chão. Ainda assim, alguns dias saí pro trabalho sobre chão branquinho... Matuta, andei num canal, mas não esquiei. Aí também era demais também.


- pra quem ficou fã de Marco Borsato, ele lançou disco novo, e filme homônimo. Prato cheio!

- a crise tá pegando aqui na Holanda também. Bancos foram nacionalizados, pessoas perderam emprego, e eu consegui o meu na hora certa, porque logo depois vários holandeses começaram a ligar lá se oferecendo pra trabalhar. Imagina se a odisséia tivesse sido mais longa? Parece que até a rainha andou perdendo dinheiro, fiquei com pena, talvez ela tenha que economizar no laquê...

*Agora me liguei que estou atualizando em pleno carnaval. É que tentei apagar esse evento da cabeça, sabe? De qualquer forma, se alguém ainda lê esse blog, mais tarde eu saberei...

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Mais música

Já que mostrei uma musiquinha meiga no post passado, decidi permanecer no tema ("meio" que na preguiça de pensar em uma outra coisa pra escrever).
Dessa vez vou apresentar a vocês Marco Borsato, que parece ser um dos cantores pop mais famosos e populares aqui da Holanda.
O cara é holandês mas morou na Itália um bom tempo. Ele inclusive começou a fazer sucesso aqui cantando em italiano (não digo que o povo aqui prefere música em outra língua). Depois ele começou a lançar discos em holandês mesmo, mas a maioria das músicas de sucesso na língua-mãe são versões de músicas italianas (porque ser cantada em holandês e ter melodias holandesas já seria demais né?).
Enfim, sem mais delongas, vos apresento o maior sucesso do cabra: Dromen zijn bedrog - Sonhos são ilusões.

Aproveitem!
Ou melhor... agüentem!

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Peitinhos holandeses

Uma fotinho (e um título) sensacionalista para alavancar a audiência do blog, porque tô aprendendo com o Globo.com.

A foto foi tirada no festival Uit Markt, que aconteceu em Amsterdã nesse fim de semana, que na verdade foi bem movimentado no país, com festivais em Leiden, Roterdã e Utrecht também.

As mocinhas em questão estavam se manifestando sobre alguma coisa relativa a modelos. No chão estava escrito algo como “modelar com modelos”, o que pode querer dizer que elas querem que os trabalhos sejam feitos por modelos profissionais, porque tipo, pode ser que aqui aconteça parecido com o Brasil, que atores da Globo e subcelebridades em geral vivem querendo bancar os modelos; ou elas querem virar modelos e por isso tavam lá se mostrando; ou de repente elas estão questionando os modelos atuais de beleza... quantos níveis de discussão peitinhos de fora podem atingir né?

Enfim, o festival foi bem massinha. Era espalhado pela cidade toda e a princípio a gente foi pro lado errado, pois tínhamos visto que tinha muita coisa no centro, mas no fim era tudo de teatro lá e tinha que pagar. Lisos que somos, voltamos pra perto da estação de trem, onde estavam concentradas apresentações musicais. Pegamos no finzinho uma banda que no programa estava como portuguesa-holandesa, e a mulher que estava cantando era brasileira.

Aí fomos ver uma banda que estava como de jazz brasileiro, chamada “Gente boa” e no fim a banda era de holandeses cantando músicas brasileiras, de Djavan e Elis a Daniela Mercury a Babado Novo. O repertório ficou salvo (pelo menos pra mim) porque tocaram um afro-samba de Vinícius e Baden Powell e porque é sempre bom vem gringo cantando música da terrinha quando você tá exilado (arrasei no drama). Ainda desenterraram Fernanda Porto. A banda era boazinha, apesar do sotaque gringo da moça cantora, que ainda assim desenrolou bastante bem. Pena que durou só meia hora. E era assim mesmo, pessoal. Cada banda tocava meia hora e era super pontual. Nada de bis. Nada de fazer charme fingindo que vai embora pra depois voltar.

Aí vocês devem pensar: mas que fuleragem né, estar em um festival na Holanda e ir ouvir música brasileira. Eu vos respondo duas coisas: primeiro, eu sou bairrista e segundo, vai ouvir música holandesa pra tu ver o que é bom. Nem eles ouvem, eu vou ouvir...

Não é questão de ter a mente fechada, a língua deles não foi feita pra ser cantada. É a coisa mais rara do mundo você ver um holandês espontaneamente escutando música na língua dele. É tudo em inglês. Vez por outra você ouve uma música tradicional, mas em geral em ocasiões especiais.

Tipo, no festival de Leiden teve a apresentação de um senhor bem engraçado, chamado Vader Abraham - “Pai Abrãao” – que é bem tradicional e conhecido. É engraçado de ver e é daquele tipo de música que todo mundo aqui gosta e canta junto porque ouve desde que se entende por gente. Vale ressaltar que esse cara canta músicas dos Smurfs, que os holandeses AMAM de paixão e ainda hoje passa na TV daqui.

Mas tirando o interesse quase folclórico no velhinho, no festival de Leiden a melhor banda que a gente viu tava cantando em inglês mesmo.

Um ponto bastante positivo de ambos os festivais que fomos foi em relação ao uso de descartáveis. Quando você comprava qualquer bebida, pagava uma caução pelo copo descartável e ficava usando o mesmo até o fim. A caução era devolvida quando você fosse entregar o copo de volta, diminuindo o uso de descartáveis e o volume de lixo. Medida super simples, basta usar uns copinhos mais resistentes...

Enfim, voltando à questão musical, deixo aí um video de Vader Abraham cantando uma musiquinha dos Smurfs pra vocês verem que meigo.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Porque eu passei a achar o velox o máximo

Eu falei em prováveis 2 semanas sem internet né? Pois eis que, 1 mês e 2 semanas depois, a internet aqui finalmente começou a funcionar.

Eu não sei se já falei que as coisas se resolvem muito devagar na Holanda. Mas juro, nunca pensei que o acesso à internet, algo tão necessário na vida de uma pessoa quanto cerveja, fosse prejudicado por essa lerdeza absurda.

O esquema é o seguinte: você vai em uma loja que ofereça o plano que você quer contratar. Lá, você faz o contrato e encomenda o kit de instalação de internet. Nos deram o prazo de 3 semanas para recebermos o kit pelo correio. Algumas outras são mais honestas e dão o prazo de 4 semanas.

Passaram 3 semanas e nada. Quase 4 semanas, recebemos uma carta dizendo: mandamos seu kit. Massa né, que delicadeza nos avisarem... Daí o kit chegou exatamente 4 semanas depois, mas a gente não estava em casa, um vizinho pegou pra gente e só entregou 2 dias depois (esse maldito é espanhol, se fosse holandês, talvez ele tivesse demorado mais 1 semana para entregar).

Aí a coisa rola assim: você recebe o kit e tenta instalar. Caso não consiga, você tem que ligar e gastar todos os seus créditos de celular tentando pedir uma pessoa pra montar. Mas a gente é descolado e nunca achou que fosse precisar de alguém pra instalar uma porqueira de modem.

Quando fomos instalar, não funcionava nem a pau. Fizemos tudo 367 vezes e nada de sinal. Daí ligamos pra lá e pedimos um técnico, que veio 2 semanas depois. Quando ele veio, descobriu o que nós já desconfiávamos: o problema era nos cabos (casa velha tem desses problemas). O pior é que a gente mora numa casa que foi dividida em três apartamentos, então as ligações não são independentes. O cara tentou todos os cabos disponíveis e eles não funcionavam.

Aí ele ligou para a central e eles disseram que nossa vizinha de cima (que é tipo uma síndica e os novos moradores têm que ser pré-aprovados por ela) tinha cancelado a net dela, então eles deveriam transferir os cabos dela pra gente. A gente disse que não podia resolver isso, porque sabe lá né? Eles disseram que não era decisão nossa, era a única alternativa e ela tinha cancelado a net dela mesmo, tava tipo, nem trepa nem sai de cima dos cabos.

Aí ele fez isso e deu-se a luz, mesmo: a luz do sinal ADSL começou a piscar pela primeira vez. Tão grande a minha emoção...


Final feliz?


Bem, alguns dias depois, a vizinha veio perguntar se a gente tinha feito algum serviço com a KPN, porque tipos, ela cancelou a internet dela, mas não o telefone...

E agora a coitada é quem tem que tentar resolver isso, é pau. Só sei que no dia em que eu vir alguém da KPN chegando aqui, vou montar guarda no shaft da fiação, porque ninguém tasca meus cabinhos!!!

domingo, 13 de julho de 2008

De mudança

De mudança para a casa nova e para prováveis 2 semanas sem internet.

Tot ziens! Até a vista!

domingo, 6 de julho de 2008

Menu de Cervejas- LEFFE BRUNE

Quando e onde: Bélgica, desde 1240 (é isso mesmo, pessoal. desde o século XIII!!! eu adoro uma antigüidade...)
Tipo: Abadia - cervejas de alta fermentação, produzidas em antigos mosteiros. A Leffe começou a ser produzida pelos monges da antiga abadia belga de Leffe e mantém a mesma receita desde então. A Leffe Brune, como o nome diz, é uma cerveja escura, marrom.
Teor alcóolico: 6,5%
Sabor: Dji-lí-cia!!! É forte, encorpada. O fabricante (que hoje em dia é a Inbev) diz que ela leva maltes escuros e possui sabores frutados. Eu só posso dizer: pessoal, A MELHOR cerveja que eu provei até agora.
Preço: Cara. Mas super vale a pena.

Existem também outros tipos de Leffe: a Blond (6,6%), a Triple (8,4%) e a Radieuse (8,2%). E eu quero to-das!!!

De cerveja não se pode dizer que os monges não entendiam. Abençoados sejam os monges cervejeiros de Leffe!

terça-feira, 1 de julho de 2008

E num poste...

... a caminho de mais uma Turkse Pizza...