terça-feira, 23 de setembro de 2008
Mais música
Dessa vez vou apresentar a vocês Marco Borsato, que parece ser um dos cantores pop mais famosos e populares aqui da Holanda.
O cara é holandês mas morou na Itália um bom tempo. Ele inclusive começou a fazer sucesso aqui cantando em italiano (não digo que o povo aqui prefere música em outra língua). Depois ele começou a lançar discos em holandês mesmo, mas a maioria das músicas de sucesso na língua-mãe são versões de músicas italianas (porque ser cantada em holandês e ter melodias holandesas já seria demais né?).
Enfim, sem mais delongas, vos apresento o maior sucesso do cabra: Dromen zijn bedrog - Sonhos são ilusões.
Aproveitem!
Ou melhor... agüentem!
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Peitinhos holandeses
A foto foi tirada no festival Uit Markt, que aconteceu em Amsterdã nesse fim de semana, que na verdade foi bem movimentado no país, com festivais em Leiden, Roterdã e Utrecht também.
As mocinhas em questão estavam se manifestando sobre alguma coisa relativa a modelos. No chão estava escrito algo como “modelar com modelos”, o que pode querer dizer que elas querem que os trabalhos sejam feitos por modelos profissionais, porque tipo, pode ser que aqui aconteça parecido com o Brasil, que atores da Globo e subcelebridades em geral vivem querendo bancar os modelos; ou elas querem virar modelos e por isso tavam lá se mostrando; ou de repente elas estão questionando os modelos atuais de beleza... quantos níveis de discussão peitinhos de fora podem atingir né?
Enfim, o festival foi bem massinha. Era espalhado pela cidade toda e a princípio a gente foi pro lado errado, pois tínhamos visto que tinha muita coisa no centro, mas no fim era tudo de teatro lá e tinha que pagar. Lisos que somos, voltamos pra perto da estação de trem, onde estavam concentradas apresentações musicais. Pegamos no finzinho uma banda que no programa estava como portuguesa-holandesa, e a mulher que estava cantando era brasileira.
Aí fomos ver uma banda que estava como de jazz brasileiro, chamada “Gente boa” e no fim a banda era de holandeses cantando músicas brasileiras, de Djavan e Elis a Daniela Mercury a Babado Novo. O repertório ficou salvo (pelo menos pra mim) porque tocaram um afro-samba de Vinícius e Baden Powell e porque é sempre bom vem gringo cantando música da terrinha quando você tá exilado (arrasei no drama). Ainda desenterraram Fernanda Porto. A banda era boazinha, apesar do sotaque gringo da moça cantora, que ainda assim desenrolou bastante bem. Pena que durou só meia hora. E era assim mesmo, pessoal. Cada banda tocava meia hora e era super pontual. Nada de bis. Nada de fazer charme fingindo que vai embora pra depois voltar.
Aí vocês devem pensar: mas que fuleragem né, estar em um festival na Holanda e ir ouvir música brasileira. Eu vos respondo duas coisas: primeiro, eu sou bairrista e segundo, vai ouvir música holandesa pra tu ver o que é bom. Nem eles ouvem, eu vou ouvir...
Não é questão de ter a mente fechada, a língua deles não foi feita pra ser cantada. É a coisa mais rara do mundo você ver um holandês espontaneamente escutando música na língua dele. É tudo em inglês. Vez por outra você ouve uma música tradicional, mas em geral em ocasiões especiais.
Tipo, no festival de Leiden teve a apresentação de um senhor bem engraçado, chamado Vader Abraham - “Pai Abrãao” – que é bem tradicional e conhecido. É engraçado de ver e é daquele tipo de música que todo mundo aqui gosta e canta junto porque ouve desde que se entende por gente. Vale ressaltar que esse cara canta músicas dos Smurfs, que os holandeses AMAM de paixão e ainda hoje passa na TV daqui.
Mas tirando o interesse quase folclórico no velhinho, no festival de Leiden a melhor banda que a gente viu tava cantando em inglês mesmo.
Um ponto bastante positivo de ambos os festivais que fomos foi em relação ao uso de descartáveis. Quando você comprava qualquer bebida, pagava uma caução pelo copo descartável e ficava usando o mesmo até o fim. A caução era devolvida quando você fosse entregar o copo de volta, diminuindo o uso de descartáveis e o volume de lixo. Medida super simples, basta usar uns copinhos mais resistentes...
Enfim, voltando à questão musical, deixo aí um video de Vader Abraham cantando uma musiquinha dos Smurfs pra vocês verem que meigo.sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Porque eu passei a achar o velox o máximo
Eu falei em prováveis 2 semanas sem internet né? Pois eis que, 1 mês e 2 semanas depois, a internet aqui finalmente começou a funcionar.
Eu não sei se já falei que as coisas se resolvem muito devagar na Holanda. Mas juro, nunca pensei que o acesso à internet, algo tão necessário na vida de uma pessoa quanto cerveja, fosse prejudicado por essa lerdeza absurda.
O esquema é o seguinte: você vai em uma loja que ofereça o plano que você quer contratar. Lá, você faz o contrato e encomenda o kit de instalação de internet. Nos deram o prazo de 3 semanas para recebermos o kit pelo correio. Algumas outras são mais honestas e dão o prazo de 4 semanas.
Passaram 3 semanas e nada. Quase 4 semanas, recebemos uma carta dizendo: mandamos seu kit. Massa né, que delicadeza nos avisarem... Daí o kit chegou exatamente 4 semanas depois, mas a gente não estava em casa, um vizinho pegou pra gente e só entregou 2 dias depois (esse maldito é espanhol, se fosse holandês, talvez ele tivesse demorado mais 1 semana para entregar).
Aí a coisa rola assim: você recebe o kit e tenta instalar. Caso não consiga, você tem que ligar e gastar todos os seus créditos de celular tentando pedir uma pessoa pra montar. Mas a gente é descolado e nunca achou que fosse precisar de alguém pra instalar uma porqueira de modem.
Quando fomos instalar, não funcionava nem a pau. Fizemos tudo 367 vezes e nada de sinal. Daí ligamos pra lá e pedimos um técnico, que veio 2 semanas depois. Quando ele veio, descobriu o que nós já desconfiávamos: o problema era nos cabos (casa velha tem desses problemas). O pior é que a gente mora numa casa que foi dividida em três apartamentos, então as ligações não são independentes. O cara tentou todos os cabos disponíveis e eles não funcionavam.
Aí ele ligou para a central e eles disseram que nossa vizinha de cima (que é tipo uma síndica e os novos moradores têm que ser pré-aprovados por ela) tinha cancelado a net dela, então eles deveriam transferir os cabos dela pra gente. A gente disse que não podia resolver isso, porque sabe lá né? Eles disseram que não era decisão nossa, era a única alternativa e ela tinha cancelado a net dela mesmo, tava tipo, nem trepa nem sai de cima dos cabos.
Aí ele fez isso e deu-se a luz, mesmo: a luz do sinal ADSL começou a piscar pela primeira vez. Tão grande a minha emoção...
Final feliz?
Bem, alguns dias depois, a vizinha veio perguntar se a gente tinha feito algum serviço com a KPN, porque tipos, ela cancelou a internet dela, mas não o telefone...
E agora a coitada é quem tem que tentar resolver isso, é pau. Só sei que no dia em que eu vir alguém da KPN chegando aqui, vou montar guarda no shaft da fiação, porque ninguém tasca meus cabinhos!!!
domingo, 13 de julho de 2008
domingo, 6 de julho de 2008
Menu de Cervejas- LEFFE BRUNE
Tipo: Abadia - cervejas de alta fermentação, produzidas em antigos mosteiros. A Leffe começou a ser produzida pelos monges da antiga abadia belga de Leffe e mantém a mesma receita desde então. A Leffe Brune, como o nome diz, é uma cerveja escura, marrom.
Teor alcóolico: 6,5%
Sabor: Dji-lí-cia!!! É forte, encorpada. O fabricante (que hoje em dia é a Inbev) diz que ela leva maltes escuros e possui sabores frutados. Eu só posso dizer: pessoal, A MELHOR cerveja que eu provei até agora.
Preço: Cara. Mas super vale a pena.
Existem também outros tipos de Leffe: a Blond (6,6%), a Triple (8,4%) e a Radieuse (8,2%). E eu quero to-das!!!
De cerveja não se pode dizer que os monges não entendiam. Abençoados sejam os monges cervejeiros de Leffe!
terça-feira, 1 de julho de 2008
sexta-feira, 27 de junho de 2008
IKEA
Sobre o post do mercado imobiliário: recentemente marido estava procurando um quarto pra um amigo que vem passar 3 meses aqui e nos deparamos com uma nova exigência dos senhorios: o quarto em questão era direcionado para um homem homossexual.
Sobre o post da greve dos ônibus: a greve acabou depois de 19 dias, ou seja, em 20 de junho. Numa sexta-feira, os motoristas voltaram a trabalhar. Não rolava de esperar até segunda-feira? Bem, melhor pra gente, porque finalmente pudemos ir na IKEA comprar os móveis da casa nova.
da metade do que a gente pagou por nossos móveis todos.
Pra quem não conhece, a IKEA é uma rede de lojas de origem sueca, sediada aqui na Holanda e presente em toda a Europa, na Ásia, EUA e Canadá. Ela é tipo a Tok&Stok, sendo que bem melhor.
Melhor porque ela oferece mobiliário de qualidade a preços mais acessíveis que a similar brasileira (que faz móveis carérrimos sem nem essa qualidade toda). Ela oferece desde móveis beeem baratinhos até uns com design mais elaborado, mas ainda assim relativamente baratos. É claro que foi na categoria dos bem baratinhos que a gente se situou.
Tipo, é a loja que permite que lisos como nós consigam montar a casa toda de vez. Sendo que nas casas miúdas daqui não precisa de muito né?
O princípio da loja é que os produtos são criados pra poderem ser montados pelos próprios consumidores. Mas não é só isso que nós consumidores fazemos. O processo lá é assim: você vê os móveis no mostruário, anota as referências daqueles que escolheu, desce até o estoque e pega as caixas você mesmo. E pra gente que pegou a casa toda? Haja carrinho... nós precisamos de três. Depois você passa as mercadorias (no nosso caso, quase literalmente a nossa casa) no caixa e leva você mesmo as caixas pra o setor de transportes. Só faltou a gente ter que carregar a van. Mas se não tivemos que carregar, certamente tivemos que descarregar. A van chega só com o motorista, e o nosso foi até bonzinho que ajudou a levar pra dentro de casa.
Assim fica mais fácil baratear o preço, não é mesmo pessoal?
Mas o sistema até que não é difícil, e a vantagem de achar tudo mais barato no mesmo lugar compensa.
E liso que é liso topa tudo pra economizar.